O acesso ao crédito sempre foi um dos maiores desafios para micro e pequenas empresas. Entretanto, em 2025, esse cenário começou a mudar. Quase metade dos empreendedores que solicitaram empréstimos neste ano conseguiu aprovação — alcançando 48% de sucesso, o melhor índice desde o início da pandemia, segundo o Sebrae.
Para quem empreende, isso significa mais do que alívio momentâneo. Representa, de fato, uma oportunidade concreta de investir e expandir.
O que mostram os números?
O levantamento do Sebrae trouxe resultados animadores:
- 4 em cada 10 empreendedores afirmaram ter conseguido crédito sem grandes dificuldades — o melhor patamar desde 2015;
- Em 2022, 84% relataram dificuldade em obter empréstimos, mas agora esse número caiu drasticamente;
- Cooperativas como Sicredi e Sicoob, além do Bradesco, lideram a oferta de recursos, sendo responsáveis por 43% dos empréstimos aprovados.
Além disso, de acordo com Décio Lima, presidente do Sebrae, o objetivo é garantir que esse crédito seja bem utilizado:
“Estamos de mãos dadas com os empreendedores para que o crédito seja aplicado de forma correta. O Fampe oferece garantias e nosso suporte técnico acompanha do pedido até a quitação.”
Onde o crédito está sendo aplicado?
Os dados mostram que o crédito tem sido utilizado de forma estratégica, e não apenas para manter as contas em dia. As principais finalidades incluem:
- Capital de giro – 41%
- Compra de máquinas e equipamentos – 29%
- Reformas e ampliação de negócios – 21%
Ou seja, o dinheiro tem servido como alavanca para crescimento e inovação, fortalecendo a base dos pequenos negócios.
Panorama por setor e região
- Indústria e construção lideram com 61% de aprovação;
- Mulheres empreendedoras tiveram taxa de aprovação ainda maior, chegando a 51%;
- A Região Sul se destacou, com impressionantes 84% de sucesso nos pedidos;
- Já os MEIs ainda enfrentam mais barreiras, com aprovação de 37%, mas os números mostram evolução.
O que ainda dificulta o acesso?
Apesar dos avanços, alguns obstáculos persistem. Entre eles:
- Juros altos – 21% apontaram como principal entrave;
- Falta de garantias – 16% ainda encontram dificuldade nesse ponto;
- Documentação fiscal e contábil incompleta também trava parte dos pedidos.
Mesmo assim, há uma clara tendência de inclusão financeira. Hoje, os pequenos negócios contam com mais alternativas, maior apoio técnico e menos barreiras burocráticas. O crédito deixou de ser apenas uma saída emergencial e voltou a ser um caminho viável para investir, crescer e gerar resultados.