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Mais crédito, mais fôlego: pequenos negócios retomam espaço no mercado financeiro

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Sirle Medeiros

Sirle Medeiros é especialista em Marketing com MBA em Liderança, certificações internacionais e mais de 30 anos de experiência em vendas e crescimento nos setores financeiro, tecnologia e serviços. Atualmente lidera a área de parcerias e expansão comercial na REVIIV, oferecendo soluções regulatórias inteligentes. Com trajetória marcada por resultados expressivos e atendimento a grandes players como PicPay, Cielo e Mercado Pago, Sirle combina estratégia, relacionamento e execução para transformar desafios em oportunidades.

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O acesso ao crédito sempre foi um dos maiores desafios para micro e pequenas empresas. Entretanto, em 2025, esse cenário começou a mudar. Quase metade dos empreendedores que solicitaram empréstimos neste ano conseguiu aprovação — alcançando 48% de sucesso, o melhor índice desde o início da pandemia, segundo o Sebrae.

Para quem empreende, isso significa mais do que alívio momentâneo. Representa, de fato, uma oportunidade concreta de investir e expandir.


O que mostram os números?


O levantamento do Sebrae trouxe resultados animadores:

  • 4 em cada 10 empreendedores afirmaram ter conseguido crédito sem grandes dificuldades — o melhor patamar desde 2015;
  • Em 2022, 84% relataram dificuldade em obter empréstimos, mas agora esse número caiu drasticamente;
  • Cooperativas como Sicredi e Sicoob, além do Bradesco, lideram a oferta de recursos, sendo responsáveis por 43% dos empréstimos aprovados.

Além disso, de acordo com Décio Lima, presidente do Sebrae, o objetivo é garantir que esse crédito seja bem utilizado:

“Estamos de mãos dadas com os empreendedores para que o crédito seja aplicado de forma correta. O Fampe oferece garantias e nosso suporte técnico acompanha do pedido até a quitação.”


Onde o crédito está sendo aplicado?


Os dados mostram que o crédito tem sido utilizado de forma estratégica, e não apenas para manter as contas em dia. As principais finalidades incluem:

  • Capital de giro – 41%
  • Compra de máquinas e equipamentos – 29%
  • Reformas e ampliação de negócios – 21%

Ou seja, o dinheiro tem servido como alavanca para crescimento e inovação, fortalecendo a base dos pequenos negócios.


Panorama por setor e região


  • Indústria e construção lideram com 61% de aprovação;
  • Mulheres empreendedoras tiveram taxa de aprovação ainda maior, chegando a 51%;
  • A Região Sul se destacou, com impressionantes 84% de sucesso nos pedidos;
  • Já os MEIs ainda enfrentam mais barreiras, com aprovação de 37%, mas os números mostram evolução.

O que ainda dificulta o acesso?


Apesar dos avanços, alguns obstáculos persistem. Entre eles:

  • Juros altos – 21% apontaram como principal entrave;
  • Falta de garantias – 16% ainda encontram dificuldade nesse ponto;
  • Documentação fiscal e contábil incompleta também trava parte dos pedidos.

Mesmo assim, há uma clara tendência de inclusão financeira. Hoje, os pequenos negócios contam com mais alternativas, maior apoio técnico e menos barreiras burocráticas. O crédito deixou de ser apenas uma saída emergencial e voltou a ser um caminho viável para investir, crescer e gerar resultados.