O crescimento acelerado do Pix no Brasil levantou uma dúvida comum: será que o cartão de débito está com os dias contados? Afinal, cada vez mais brasileiros preferem pagar via Pix, o que colocou esse meio de pagamento no topo da lista nacional.
No entanto, segundo o Banco Central, a resposta é clara: o cartão de débito não vai acabar. O que está acontecendo é uma transformação natural no comportamento de consumo e na forma como as pessoas lidam com dinheiro no dia a dia.
O avanço do Pix e a mudança nos hábitos dos brasileiros
Desde o seu lançamento em 2020, o Pix conquistou espaço de forma impressionante. Em pouco tempo, tornou-se sinônimo de agilidade, custo zero e praticidade. Somente em 2023, foram registradas quase 42 bilhões de transações, o que representa um crescimento de 75% em relação a 2022.
Nesse mesmo período, o uso do cartão de débito caiu para a quarta posição entre os meios de pagamento mais usados no Brasil, ficando atrás do Pix, do crédito e até do dinheiro em espécie, de acordo com a Abecs.
Portanto, não se trata de uma extinção, mas de uma adaptação. O cartão de débito continuará existindo, mas sua utilização tende a ser cada vez menor.
As novidades do Pix que ampliam sua força
O Banco Central já confirmou que o Pix é uma peça estratégica para a inclusão financeira no Brasil. Por isso, novas funcionalidades estão sendo implementadas para deixá-lo ainda mais competitivo frente ao débito.
Pix Automático (desde junho de 2025)
Permite configurar pagamentos recorrentes, como contas de luz, escola ou condomínio, sem precisar autorizar todo mês.
Pix por Aproximação (desde fevereiro de 2025)
Funciona de forma semelhante aos cartões contactless: basta aproximar o celular da maquininha, sem necessidade de QR Code.
Pix Parcelado (lançamento previsto para setembro de 2025)
Permitirá compras parceladas, o que pode beneficiar especialmente os 60 milhões de brasileiros sem acesso a cartão de crédito.
Essas inovações reforçam a posição do Pix como principal meio de pagamento no país.
Cartão de débito x Pix: concorrência ou evolução?
Muitos acreditam que o Pix vai substituir o débito. Contudo, o que realmente ocorre é um processo de evolução. Enquanto o Pix se adapta às novas demandas do consumidor, o débito ainda desempenha papel importante, principalmente para quem não usa smartphones ou prefere o cartão físico.
Na prática, ambos coexistem. Entretanto, o futuro aponta para uma maior centralidade do Pix como meio de pagamento digital dominante, com o débito migrando para nichos mais específicos de uso.
Conclusão: o cartão de débito vai desaparecer?
A resposta é não. O cartão de débito não vai desaparecer, mas seu uso deve continuar em queda nos próximos anos. O que muda, de fato, é a preferência do consumidor, que encontrou no Pix uma solução mais ágil, acessível e integrada ao dia a dia.
Em resumo, não se trata do fim de uma tecnologia, mas da adaptação natural dos meios de pagamento ao comportamento das pessoas.
💡 E você? Já substituiu o débito pelo Pix em sua rotina?