A Inteligência Artificial está atravessando, atualmente, sua fronteira mais ambiciosa: a transição definitiva da IA Generativa, focada em conteúdo, para a IA Agêntica, voltada à execução de tarefas. De acordo com as projeções mais recentes do Gartner, essa evolução deve gerar uma receita monumental de US$ 450 bilhões até 2035, o que representaria cerca de 30% de todo o mercado de softwares empresariais.
O Surgimento dos Agentes Autônomos
Diferente dos modelos de linguagem tradicionais que apenas respondem a perguntas, os Agentes de Inteligência Artificial são sistemas sofisticados, capazes de planejar, tomar decisões e utilizar ferramentas de forma independente.
Em primeiro lugar, há a Execução Assíncrona: o usuário define a meta e, em seguida, o agente a executa em segundo plano, navegando entre softwares e bases de dados. Além disso, destaca-se a Capacidade de Raciocínio: esses sistemas conseguem decompor problemas complexos em etapas menores e, consequentemente, corrigir o curso de ação caso encontrem erros.
Adoção Acelerada no Varejo e nas Empresas
Embora o horizonte seja 2035, o impacto será sentido muito antes. Estima-se que, já no final de 2026, cerca de 40% das aplicações corporativas tenham agentes integrados. No setor de varejo, por exemplo, o potencial é disruptivo:
- Otimização da Cadeia de Suprimentos: envolve agentes que negociam com fornecedores e, simultaneamente, ajustam estoques de forma automática.
- Hiperpersonalização: refere-se a sistemas que analisam o sentimento do cliente em tempo real para oferecer soluções personalizadas.
- Redução de Atrito: foca na automação total de processos de pós-venda, abrangendo desde a logística reversa até a compensação financeira.
O Desafio da Implementação: Custos vs. ROI
Apesar das cifras astronômicas, o caminho não está totalmente livre de obstáculos. Nesse sentido, o Gartner alerta que, até 2027, 40% dos projetos de agentes de IA podem ser descontinuados. Isso ocorre, fundamentalmente, devido ao aumento exponencial dos custos de processamento e à dificuldade em medir o Retorno sobre o Investimento (ROI) de forma clara. Portanto, as empresas que vencerem essa corrida serão aquelas que focarem em governança e segurança na Inteligência Artificial.
REVIIV INSIGHTS
Em suma, estamos passando da fase da “curiosidade” para a fase da “utilidade” prática da tecnologia.
Foco em Quick Wins e Estratégia
Para a REVIIV, o foco das lideranças agora deve ser identificar os Quick Wins: áreas específicas onde um agente de Inteligência Artificial possa remover gargalos operacionais imediatos. Dessa maneira, a equipe humana fica liberada para focar na estratégia criativa.
Afinal, o objetivo da REVIIV é ajudar marcas a identificar essas oportunidades e implementar soluções que gerem ROI real. Em última análise, a pergunta que fica é: sua empresa está pronta para transformar o operacional em vantagem competitiva através da Inteligência Artificial?

