Banco Potência: um app bancário construído de dentro das comunidades para fora
O Banco Potência é uma instituição financeira focada em inclusão, com produtos e serviços desenhados para um público que historicamente teve pouco acesso ao sistema bancário tradicional. Quando o banco decidiu lançar uma solução digital para recarga do Bilhete Único — integrando transporte público à jornada financeira do cliente — a complexidade do projeto foi além do desenvolvimento de um aplicativo. Era preciso entender o usuário de verdade, construir uma arquitetura robusta e homologar tudo dentro de um prazo que o mercado raramente cumpre.
Construir um app de recarga de transporte público para um banco não é um projeto simples. Exige integração com a SPTrans, conformidade com exigências regulatórias do Banco Central, uma experiência de usuário que funcione para um público diverso — e tudo isso com a pressão de um go-live em prazo definido. Além disso, o banco precisava entender profundamente as jornadas dos seus usuários antes de construir qualquer coisa, para garantir que o produto entregue fosse o produto certo.
Antes de escrever uma linha de código, a REVIIV foi às comunidades. O Discovery não aconteceu em sala de reunião — aconteceu em Paraisópolis e no Pq. S. Antonio, com as pessoas que usariam o app no dia a dia. Mais de 220 histórias de usuário foram levantadas diretamente com o público do banco: como elas se deslocam, onde encontram fricção, o que esperam de um produto financeiro digital, o que as faz desistir de um app.
Esse olhar de perto é o que separou esse projeto de qualquer desenvolvimento convencional. O backlog foi construído sobre necessidades reais, não sobre suposições de quem nunca teve contato com o usuário final. Cada decisão de produto — de fluxo a interface — foi orientada por quem vai usar, não por quem vai construir.
Com o Discovery concluído, o desenvolvimento seguiu com uma squad focada na construção do aplicativo nativo em Kotlin e Swift, com partes híbridas em React Native para garantir velocidade e flexibilidade. A integração com a Pismo assegurou infraestrutura robusta e alinhada às exigências regulatórias do Banco Central. A integração com a SPTrans viabilizou a recarga do Bilhete Único diretamente pelo app, com uma experiência fluida para o usuário final.

