Blog, Artigos e Materiais

Publicamos artigos sobre tecnologia, produtos, inteligência artificial, notícias, boas práticas e produtividade.

Seus Dados Estão Prontos para um Agente de IA? Spoiler: A Maioria Não Está

Você vai ver

Picture of Renato Mattos

Renato Mattos

Gestor de TI e Engenharia da computação com mais de 15 anos de experiência em inovação, tecnologia e produtos digitais, nos mercados de cartões de crédito, meios de pagamento, soluções de mobilidade urbana e agronegócio. Atuou em grandes empresas como Cielo, REDE, Elavon do Brasil e Stelo (grupo Bradesco), no setor de Agro na COFCO International em posições de CTO e CPO. Fundador da consultoria em tecnologia REVIIV.

Me Encontre no Linkedin

Compartilhar

Diante da decisão de implementar um agente de IA, a maior parte das lideranças concentra a atenção na tecnologia em si. Qual modelo contratar, qual o investimento necessário, em quanto tempo o projeto entra no ar. Porém, uma pergunta anterior costuma ficar de fora dessa conversa — e ela é mais determinante para o sucesso da iniciativa. As informações que esse agente vai manusear estão, de fato, em condições de uso?

A qualidade de um agente de IA depende diretamente da qualidade dos dados aos quais ele tem acesso. Quando essas informações estão dispersas, defasadas ou sem padronização, o agente não corrige isso por conta própria. Ele apenas reproduz esse cenário, agora de maneira automatizada e em maior escala.

O motivo pelo qual boa parte dos projetos de IA nunca sai do papel

Um número expressivo de iniciativas de agentes de IA corporativos nunca sai da etapa de teste. Dificilmente a causa está no modelo utilizado. Na maioria das situações, o entrave surge antes: informações inconsistentes, sistemas isolados que não trocam dados entre si, conhecimento essencial guardado apenas na memória de alguns funcionários, sem qualquer registro documentado.

Um agente de IA não consegue sanar essa desorganização sozinho. Pelo contrário: ele intensifica o que já existe na estrutura de dados. Melhora o resultado quando tudo está organizado. Piora quando não está.

Sinais de que a base de dados da empresa ainda precisa de ajustes

Existem indicadores que ajudam a perceber se a base de informações demanda trabalho antes de qualquer avanço em projetos de inteligência artificial. Um mesmo dado aparece com valores distintos dependendo do sistema onde é consultado? Diante de duas fontes conflitantes, não há certeza sobre qual delas reflete a realidade?

Parte considerável do conhecimento estratégico do negócio segue registrada apenas em planilhas avulsas, longe de qualquer sistema estruturado? Falta definição sobre quais pessoas podem visualizar, editar ou extrair certas informações? Quanto mais essas situações fizerem parte da rotina da empresa, maior será o esforço necessário de organização antes de colocar um agente para operar.

Volume de dados não garante qualidade

Uma crença bastante comum é achar que possuir uma grande quantidade de dados já assegura o êxito de um projeto de inteligência artificial. Na realidade, quantidade não compensa a falta de qualidade. Um agente que trabalha com informações ultrapassadas produz decisões equivocadas. E o faz com a mesma aparência de confiança de qualquer outra resposta automatizada, o que dificulta ainda mais a identificação do erro antes que ele cause dano.

Por isso, o que realmente faz diferença é outra combinação: exatidão das informações, atualização frequente, padronização entre plataformas, e clareza sobre onde cada dado está armazenado e quem responde por sua manutenção.

Governança de dados: o passo frequentemente deixado de lado

Ativar um agente de IA sem critérios sólidos de governança equivale a renunciar ao controle sobre um sistema que passa a agir em nome da empresa. Os riscos vão desde o vazamento de dados confidenciais até a falta de registros para auditar decisões tomadas de forma autônoma pelo agente. Isso inclui cenários em que ninguém consegue, depois, explicar por que determinada ação foi executada.

Em segmentos regulados, como o financeiro ou o da saúde, essa ausência de controle deixa de ser apenas uma questão de engenharia. Ela se transforma em um problema de conformidade regulatória. Pode gerar cobranças de órgãos fiscalizadores, sanções financeiras e, em casos extremos, a suspensão temporária do próprio agente até a correção da falha. Por isso, a governança precisa entrar como parte da concepção do projeto, não como um remendo aplicado depois. Isso significa definir, antes da primeira linha de código, quem autoriza cada ação, o que fica documentado e qual o protocolo diante de um comportamento fora do esperado.

Passos para preparar a empresa antes de colocar um agente em operação

Estruturar a base de dados não precisa se transformar em um projeto sem fim antes de a empresa começar a usar inteligência artificial. Algumas ações concretas aceleram essa preparação:

  • Identificar onde estão concentradas as informações mais relevantes para o caso de uso planejado, priorizando o que efetivamente vai alimentar o agente
  • Unificar registros duplicados ou conflitantes, estabelecendo qual versão passa a ser considerada oficial
  • Estabelecer regras objetivas de acesso e governança antes de o agente começar a operar, e não depois de algum incidente
  • Executar um piloto com escopo reduzido, testando o agente em um recorte controlado de dados antes de expandir para toda a operação

Empresas que enfrentam esse desafio costumam contar com apoio especializado, como o que a REVIIV oferece: estruturação de agentes de IA com foco em segurança e governança de dados desde a concepção do projeto, evitando que a implementação se transforme em um risco oculto dentro da própria operação.

Antes de definir qual modelo de inteligência artificial contratar, existe uma pergunta que precisa vir primeiro: os dados da sua empresa já estão em condições de serem colocados nas mãos de um agente?

Fale Conosco

E vamos planejar juntos seu próximo Projeto!
Copyright © 2026. REVIIV. All rights reserved. Transformamos suas ideias em realidade.