O recrutamento com IA já não é novidade no RH. Hoje, triagem de currículos, entrevistas automatizadas e análise de candidatos fazem parte da rotina de diversas empresas. Contudo, surge a dúvida: será que a inteligência artificial deveria decidir sozinha quem conquista uma vaga?
Segundo estudo da Microsoft em parceria com o LinkedIn, 83% dos profissionais brasileiros já utilizam IA em seu dia a dia de trabalho — e muitos recrutadores estão entre eles. Plataformas como Gupy, SuccessFactors e até o próprio LinkedIn já incorporam inteligência artificial para acelerar processos seletivos. A promessa é clara: mais agilidade, menos burocracia e decisões estratégicas baseadas em dados.
Mas, apesar do avanço, é importante lembrar: nem tudo pode ser entregue aos algoritmos.
IA como apoio, não como juíza final
Para a psicóloga Graziela de Barba, da Unisinos, a IA deve ser entendida como suporte, e não como decisão final:
“A decisão precisa passar pelo crivo de alguém preparado. A tecnologia ajuda, mas quem contrata é o ser humano.”
Assim, a IA assume um papel complementar, liberando tempo dos recrutadores para análise estratégica, mas sem eliminar a sensibilidade humana que um processo de contratação exige.
Entrevistas com IA: recurso útil, mas não substituto do contato humano
Entrevistas automatizadas por chatbots já são comuns em etapas iniciais da seleção. Para a professora Andressa Portilho, da PUCRS, esse formato pode até ajudar os candidatos a se prepararem melhor:
“É uma etapa mais preparatória do que eliminatória.”
Além disso, mesmo em entrevistas conduzidas por RHs humanos, a IA já atua nos bastidores. Como explica o consultor Paulo Silvestre, sistemas inteligentes conseguem sugerir perguntas em tempo real e até identificar sinais de comportamento relevantes durante uma videoconferência.
Ou seja: a IA não substitui o contato humano, mas amplia a capacidade de análise.
O desafio da ética no recrutamento com IA
Apesar das vantagens, o uso indiscriminado da IA pode gerar riscos sérios. Como alerta Silvestre, algoritmos enviesados podem excluir mulheres, pessoas negras ou mais velhas sem que ninguém perceba.
Por isso, empresas que utilizam IA no recrutamento precisam garantir:
- Transparência nas regras de avaliação;
- Explicabilidade dos critérios utilizados;
- Rastreabilidade das decisões automatizadas.
Automatizar tudo pode parecer mais barato no curto prazo, mas o custo ético e reputacional pode ser muito maior no longo prazo.
A conclusão: IA no RH só funciona com equilíbrio
A inteligência artificial no recrutamento veio para ficar. Porém, as melhores contratações ainda dependem de sensibilidade, escuta ativa e análise crítica — qualidades exclusivamente humanas.
A IA deve ser vista como aliada: aumenta a eficiência, elimina tarefas repetitivas e fornece insights valiosos. Mas a decisão final precisa estar nas mãos de quem entende de pessoas.
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