Em suma, o varejo brasileiro atravessa um período de transformação profunda em 2026. De acordo com o relatório recente do UBS-BB, o mercado abandonou o foco no crescimento expansionista para priorizar a robustez financeira e o lucro imediato. Como os juros permanecem elevados e o comprometimento da renda das famílias com dívidas atinge quase 30% do orçamento, o setor exige uma seleção criteriosa de ativos. Portanto, a fase atual favorece empresas com alta eficiência operacional, capazes de manter resultados sólidos mesmo em um ambiente econômico desafiador.
A estratégia de investimentos no setor de varejo
Certamente, a recomendação do UBS-BB sublinha que a sobrevivência e a rentabilidade dependem de uma gestão cirúrgica. Por um lado, companhias que possuem baixa dependência de crédito externo para manter suas operações apresentam uma vantagem competitiva clara. Nesse sentido, o banco revisou positivamente as expectativas para nomes como Lojas Renner (LREN3) e Guararapes (GUAR3), elevando-as para recomendação de compra.
Destaques: Lojas Renner e Guararapes
- Lojas Renner (LREN3): O banco destaca a excelência na execução logística e a capacidade da marca em preservar margens, mesmo diante da pressão de custos.
- Guararapes (GUAR3): Após reestruturações internas que otimizaram sua operação, a empresa é vista como uma oportunidade de “valor”, posicionada para aproveitar a recuperação no consumo de vestuário.
Cautela e monitoramento em gigantes do setor
Por outro lado, o UBS-BB mantém uma postura conservadora com grandes nomes como Magazine Luiza (MGLU3) e Grupo Mateus (GMAT3), atribuindo-lhes recomendação neutra. Visto que o Magalu possui alta exposição a bens duráveis e ao crédito, a empresa enfrenta um impacto mais direto da política monetária restritiva. Ademais, no segmento de saúde e consumo essencial, a RD Saúde (RADL3) emerge como um ativo resiliente, impulsionado pela tendência de alta demanda por medicamentos de controle de peso (GLP-1). Além disso, a C&A (CEAB3) continua sendo monitorada de perto devido aos seus múltiplos atraentes.
REVIIV INSIGHTS: A eficiência como pilar da rentabilidade
Para a REVIIV, o cenário de 2026 invalida modelos de negócio baseados apenas em promessas de crescimento futuro ou apostas especulativas. Com efeito, o mercado atual exige resultados concretos na última linha do balanço. Frequentemente, investidores cometem o erro de analisar apenas a cotação na tela, negligenciando a competência da empresa em aplicar a tecnologia para reduzir custos operacionais e vender mais.
A seleção natural do mercado brasileiro
Afinal, acreditamos que a segurança do investimento reside em empresas com balanços sólidos. Assim, o varejo passa por uma seleção natural: as corporações que resolvem a dor do cliente de forma direta, mantendo custos baixos e margens saudáveis, dominarão o setor. Em última análise, quem demonstra capacidade de lucrar em momentos de “dinheiro caro” é quem realmente entrega valor ao acionista.
➤ Fonte: InfoMoney

